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6 TÉCNICAS PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA

Muito tem se falado em inovação na construção civil e também construir visando a sustentabilidade, mas não podemos falar desses assuntos sem falar em energia elétrica.

É notável que o emprego de placas fotovoltaicas para geração da própria energia se torna cada vez mais popular, com isso é possível reduzir grande parte ou até mesmo todo o consumo de energia que você teria através das concessionárias.

No entanto, não para por aí.

Existem outras maneiras de reduzir o consumo de energia e segundo Heywood (2015), no livro “Regras Básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético” é possível reduzir significativamente nossa necessidade de energia se resgatarmos a compreensão dos princípios básicos envolvidos nas maneiras para as quais as edificações respondem a seus entornos.

Portanto, no blog de hoje vamos falar de algumas técnicas para redução do consumo de energia, são elas:


1 – Energia Renovável;

2 – Ventilação Natural;

3 – Orientação em relação a posição solar;

4 – Isolamento térmico;

5 – Topografia;

6 – Emprego de cores.

1 – Energia Renovável

A energia renovável é produzida utilizando recursos naturais, ou seja, sem a queima de combustíveis fósseis. A energia solar pode ser utilizada para aquecimento da água, do ar e gerar eletricidade, enquanto a eólica e a hídrica são apenas para fornecer eletricidade.



Um exemplo é a instalação de placas solares para aquecimento da água e placas fotovoltaicas para geração de energia elétrica, que apesar do custo inicial ser alto ambas apresentam um retorno de investimento em menos de 5 anos.

2 – Ventilação Natural

A ventilação natural já era empregada desde o início da história da arquitetura e tinha a finalidade de amenizar altas temperaturas internas em localidades de climas quentes. Além de resfriar e aquecer o ar, a ventilação também tem como objetivo de remover os poluentes do ar, odores e vapor d´água.



Dessa forma, na hora de construir ou for comprar um imóvel, dê atenção para a ventilação.

3 – Orientação em relação a posição solar

Analisando a melhor orientação em relação a posição solar, é possível melhorar o conforto térmico e assim reduzir o consumo de energia. Dessa forma a fachada principal deve estar orientada para o sol.


Heywood (2015) sugere que, as salas de estar e jantar, dormitórios, escritório, considerados os cômodos principais da moradia, tenham aberturas para orientações Norte, Nordeste e Leste. Já os cômodos secundários ou de permanência transitória, são os principais indicados para a orientação Sul.



Essas análises são indicadas para climas subtropicais, como no sul do Brasil, já em climas tropicais como no Norte e Nordeste brasileiro, a lógica se inverte.

4 – Isolamento térmico

O Isolamento térmico das esquadrias, principalmente em janelas contribui para o controle de temperatura, conforto térmico, e por fim, economia de energia.


Além disso, as paredes de vedação da construção também são um grande fator de influência no conforto térmico, onde hoje já são empregadas técnicas construtivas que tendem a ser mais promissoras nesse quesito quando comparado a alvenaria convencional de tijolo cerâmico. Um exemplo que tem ganhado destaque é a construção em painéis EPS (Isopor).

5 – Topografia

A localização é um fator primordial na escolha de um terreno ou um imóvel, mas tem um detalhe que muitos ignoram que é a vizinhança, ou seja, o que há ao em torno do local visado.


Como por exemplo, se há morros e encostas, edifícios, taludes, entre outros vários exemplos. Mas além da presença desses é importante observar como fica a projeção solar no local visado com a presença desses, quanto de sombra eles podem fazer no seu terreno ou imóvel, se você perderá a faixa de sol as 15:00 devido a estar próximo de uma encosta e assim por diante.



O estudo da topografia e as influências por elas geradas são fundamentais na hora da compra de um terreno ou imóvel. Um corpo técnico de engenharia podem realizar esse estudo para você.

6 – Emprego de cores

A escolha da cor da habitação é um fator que ajuda no controle de temperaturas em climas quentes. De acordo com Silver e Mclean, em sua Introduction to Architectural technology (2008 apud HEYWOOD, 2015) uma tinta branca resultará em uma refletância de 85%; uma cinza claro 70% e um carpete escuro 10%. Os autores sugerem valores de refletância de, pelo menos 50% nas paredes, 70% nos tetos e 30% nos pisos.



Colorações escuras absorvem mais calor, o ambiente fica mais quente e consequentemente demandam mais energia artificial, enquanto as colorações claras absorvem menos calor e contribuem com a propagação da luz natural.

E ai gostaram desse conteúdo?

Como vimos aqui, existem muitas formas de ter uma redução no consumo de energia elétrica e que não é preciso de muito para ser sustentável.

O emprego de uma ou a combinação das dicas que foram mencionadas aqui já impactará significativamente no seu consumo de energia.

Se quiser saber mais, entre em contato conosco!

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